Lula volta a prometer recuperação da indústria da defesa no Brasil, mas diz não querer guerra

O presidente participou de um comício ao lado do ex-prefeito do Rio de Janeiro.

Escrito porEstadão Conteúdo

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presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a prometer a recuperação da indústria da defesa no País em eventual quarto mandato. “Estou cansado de ver o Putin fazer guerra, de ver o Trump falar ‘eu tenho o maior navio do mundo, eu tenho o maior foguete do mundo, eu tenho a maior bomba do mundo’. O que é que eu tenho?” questionou Lula, durante ato realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital, com capacidade para cerca de 9 mil pessoas.

Lula citou que ao assumir o governo em 2003 não havia recursos para compra de alimentação aos soldados brasileiros e remuneração inferior ao salário mínimo.

“Temos 16.800 quilômetros de fronteira para tomar conta. A fronteira entre Estados Unidos e México é 3 mil quilômetros e é uma confusão desgraçada”, comparou o petista.

O presidente prometeu que irá investir na área, mas que o Brasil não quer guerra.

“Vou investir em defesa. Teremos uma indústria forte. Não queremos guerra, mas queremos dizer: não se metam com nós porque a nossa melhor arma é o orgulho do povo brasileiro”, disse. E acrescentou: “Queremos respeito e para ter respeito, as pessoas têm de saber que estamos preparados.”

Apoio a Eduardo Paes

presidente e candidato à reeleição defendeu ainda a candidatura do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) ao governo do Estado. “Eduardo Paes não é apenas meu amigo. É uma necessidade para o povo do Rio de Janeiro”, afirmou Lula, durante ato realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital, com capacidade para cerca de 9 mil pessoas. O evento começou com mais de 1 hora de atraso.

Lula afirmou que Paes “gosta de samba e gosta de demonstrar sua competência”. “Estou convicto que Eduardo Paes é necessário para o Rio de Janeiro recuperar sua autoestima como Estado e sua respeitabilidade internacional. Tem que colocar qualquer divergência para fora”, afirmou o presidente.

Lula ressaltou o trabalho feito pelo governador interino do Estado, desembargador Ricardo Couto, desde março deste ano. “Deus nos deu Ricardo Couto como governador quando tudo estava perdido no Rio. Ricardo Couto está fazendo limpeza que Paes terá que continuar. Estarei empenhado “, continuou.

Lula lembrou que relutou em apoiar Paes à prefeitura do Rio em 2008. “Eu não gostava do Eduardo Paes e ele não gostava de mim, mas em 2008 nos aproximamos”, rememorou. Paes também ressaltou a relação de amizade com o presidente e a aliança desde 2008. Atualmente, Paes lidera as intenções de voto para o governo do Estado.

Essa é a primeira agenda de campanha de Lula no Rio. O ato tem a presença do candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin e do governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). Ex-prefeito da capital e antigo aliado de Lula, Paes já havia sinalizado que não dividiria palanque com o candidato Ronaldo Caiado (PSD) e o vice na chapa de Caiado, Gilberto Kassab, que é presidente nacional do PSD.

O presidente defendeu ainda a chapa com os deputados federais Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD) ao Senado pelo Rio. A manifestação de Lula ocorre em meio a questionamentos de petistas e eleitores de esquerda à chapa petista para o Senado. O PT lançou Benedita da Silva como candidata e apoia Pedro Paulo (PSD) para a segunda vaga no Salão Azul. Grupos mais à esquerda do partido são críticos a essa decisão e tornaram público o posicionamento contrário, como mostrou o Estadão.

Sem mencionar as críticas, Lula criticou o “nhe-nhe-nhem”. “Não tem que ficar com nhe-nhe-nhem. Precisamos votar porque o Rio precisa sair das páginas policiais de jornal e voltar para as páginas politicas”, defendeu o presidente.

Fonte:https:https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/

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